Ex-pastor nega existência de Jesus

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Ex-pastor nega existência de Jesus

Bart Ehramn (Wikimedi Commons)

O pesquisador Bart Ehrman é um o estudioso estadunidense do Novo Testamento. Ele é professor e chefia o departamento religioso da Universidade da Carolina do Norte. Era evangélico mas posteriormente tornou-se agnóstico. E atualmente é escritor de livros polêmicos sobre o cristianismo. Ehrman é ex-pastor evangélico.

A mais recente polêmica de Ehrman é alegar que Jesus pode não ter existido, e seu argumento se baseia no fato de outros escritores contemporâneos ao período da invasão romana a Israel não falaram sobre Jesus. Para isso, ele ignora os relatos do historiador judeu Flávio Josefo, que produziu textos sobre o período posterior à crucificação e menciona Jesus Cristo.

Além de tratar a Bíblia Sagrada como “fake news”, Bart Ehrman defende que a Igreja Primitiva meramente considerava que Jesus se tornou divino depois de ter sido elevado ao Reino dos Céus.

Ehrman ignora relatos de historiadores como Flávio Josefo, Tácito, Plínio, o Jovem e outros.

 

FLÁVIO JOSEFO (37 – 100 d.C)

Josefo foi o mais importante historiador judeu do século I, e seus escritos são bastante utilizados nas mais diversas áreas que envolvem a história daquela época, mais especialmente à guerra entre Jerusalém e Roma em 70 d.C, narrada por Josefo com detalhes. Como judeu e historiador, ele não deixou de expor aquilo que notoriamente ocorreu na Palestina pouco antes de ele nascer: o homem chamado Jesus. Vejamos alguns trechos de seu texto mais conhecido e analisemos com outras cópias encontradas:

“Naquela época vivia Jesus, homem sábio, se é que o podemos chamar de homem. Ele realizava obras extraordinárias, ensinava aqueles que recebiam a verdade com alegria e fez-se seguir por muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. E quando Pilatos o condenou à cruz, por denúncia dos maiorais da nossa nação, aqueles que o amaram antes continuaram a manter a afeição por ele. Assim, ao terceiro dia, ele apareceu novamente vivo para eles, conforme fora anunciado pelos divinos profetas a seu respeito, e muitas coisas maravilhosas aconteceram. Até a presente data subsiste o grupo dos cristãos, assim denominado por causa dele”. 

TÁCITO (55 – 120 d.C)

Públio Cornélio Tácito foi governador da Ásia, pretor, cônsul, questor, historiador romano e orador. Em seus “Anais da Roma Imperial” mencionou Cristo e os cristãos de seus dias. No ano de 64 d.C, o imperador Nero mandou incendiar Roma e colocou a culpa em cima dos cristãos. Isso culminou na primeira grande perseguição aos cristãos, que levou ao martírio milhares deles, incluindo Paulo e Pedro.

Durante os três séculos seguintes, vários imperadores promoveram perseguições, inclusive com os espetáculos de circo, onde os cristãos eram atirados para serem devorados pelos leões. Porém, quanto mais eram perseguidos e martirizados, mais aumentavam em número, como bem destacou Tertuliano (séc.II): sanguis martyrum est sêmen christianorum – “o sangue dos mártires é semente para fazer novos cristãos”.

Tácito narra a perseguição aos cristãos no primeiro século nas seguintes palavras:

“Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judeia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela”.

 

PLÍNIO, O JOVEM(61 – 114 d.C)

Caio Plínio Cecílio Segundo, mais conhecido simplesmente como “Plínio, o Jovem”, foi um orador, jurídico e governador imperial na Bitínia. Em suas cartas ele confessa que já tinha matado muitos homens, mulheres e crianças, e, em função dessa grande carnificina, tinha dúvidas se deveria continuar matando. E aqui entra o detalhe que é a razão de todo o nosso foco: essas pessoas estavam sendo mortas por se dizerem cristãs.

Seu único erro, de acordo com Plínio, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, cantando hinos a Cristo, tratando-o como Deus, e prometendo solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, não mentirem e não negarem a Cristo. Os cristãos estavam sendo incitados a amaldiçoarem a Cristo e a se prostrarem diante das imagens do imperador romano Trajano:

“Os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer”.

 

SUETÔNIO (69 – 141 d.C)

Caio Suetónio Tranquilo, ou simplesmente Suetônio, foi um grande escritor latino que nasceu em 69 da era cristã, em Roma. Suetônio era o historiador romano oficial da corte de Adriano, escritor dos anais da Casa Imperial. Ele também faz referência a Cristo e aos seus seguidores. Na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma por causa de um certo Cresto [Cristo]:

“Judacos, impulsore Cresto, assidue tumultuantes Roma expulit”. Quer dizer: “O Imperador Cláudio expulsou de Roma os Judeus que viviam em contínuas desavenças por causa de um certo Cresto”.

MARA BAR SERAPION (73 d.C)

Mara Bar-Serapião foi um escritor sírio e filósofo estoico, que se tornou conhecido por uma carta que escreveu a seu filho, onde fornece uma das primeiras referências não-judaicas e não-cristãs sobre Jesus. No Museu Britânico está preservado um de seus manuscritos, sobre o qual F. F. Bruce assinala:

“No museu britânico um interessante manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita um pouco depois de 73 A.D., embora não possamos precisar a data. Esta carta foi enviada por um sírio de nome Mara Bar-Serapião a seu filho Serapião. Na época Mara Bar-Serapião estava preso, mas escreveu para incentivar o filho na busca de sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça. Ele dá o exemplo de Sócrates, Pitágoras e Cristo”

 

Com informações do site Gospel Mais

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